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Ética,
ciência e Jornalismo: uma discussão sobre questões
morais na produção científica e em sua cobertura
jornalística
Alba Christina Araújo da Costa Ribeiro é jornalista,
assessora de Comunicação do Banco do Nordeste, em Alagoas.
Impasses
entre midiatização e intercâmbio tecnológico
na Embrapa
Antônio Luiz Oliveira Heberlê e Sadi Macedo Sapper
são mestres em comunicação científica
e tecnológica pela UMESP-SP, doutores em Ciências da Comunicação
pela Unisinos-RS, professores da Universidade Católica de Pelotas
e jornalistas da Embrapa Clima Temperado.
Endereços eletrônicos: antonio.heberle@bol.com.br ; sadi@cpact.embrapa.br.
Resumo: Este artigo procura descrever modelos subjacentes às
principais etapas das ações de difusão, transferência
de tecnologia e de divulgação científica, registrando
o forte componente da midiatização. Propõe novas
formas de compreender este processo e ao final analisa como a maior
instituição de pesquisa agropecuária do Cone Sul,
a Embrapa, tenta resolver as questões relativas à transferência
de tecnologia. Verifica algumas estratégias discursivas na empresa
voltadas para o fim da divulgação dos resultados das suas
pesquisas. Propõe que, diante do foco de atuação
da Embrapa, falhas nas operações de transferência
de tecnologia podem comprometer a ação finalística
da empresa.
C &
T na mídia regional: a presença de reportagens sobre ciência
e tecnologia no programa Caminhos da Roça
Caroline Petian Pimenta é jornalista formada pela UniCOC,
em Ribeirão Preto/SP, mestranda em Comunicação
Social pela Universidade Metodista de São Paulo e bolsista CNPq.
E-mail: petian@click21.com.br
Resumo: Com o desenvolvimento do agronegócio, o homem
do campo tornou-se cidadão moderno e tecnologicamente avançado
e a abordagem sobre assuntos referentes ao campo passaram a receber
maior atenção da mídia. O presente estudo é
parte de uma pesquisa mais ampla que busca mensurar e analisar as reportagens
de cunho científico e tecnológico veiculadas no programa
regional Caminhos da Roça, exibido semanalmente pela Empresa
Pioneira de Televisão - EPTV (afiliada da TV Globo) em municípios
nas regiões de Ribeirão Preto, Campinas, São Carlos,
Varginha e pela TV Fronteira, na região de Presidente Prudente.
Este artigo apresenta resultados parciais e neste recorte serão
analisados os episódios dos meses de abril e maio de 2006. Além
da mensuração, a pesquisa, fundamentada na análise
crítica do discurso, busca verificar como é o discurso
do Caminhos da Roça ao fazer a divulgação científica.
O que está
mudando na comunicação das sociedades científicas
Cristina Dissat é jornalista, diretora da Informed Jornalismo,
Rio de Janeiro, dissat@informedjornalismo.com.br .
Resumo: No final da década de 80, começaram a
surgir diversos órgãos informativos de Sociedades Médicas,
com uma linguagem mais jornalística. Existia uma necessidade
latente de aumentar a comunicação entre seus associados,
mostrando a produção científica e as ações
desenvolvidas. Esperar a realização de congressos, para
discutir os avanços na saúde não era mais possível,
devido à agilidade das pesquisas e produção de
trabalhos.
Após o crescimento deste tipo de publicação impressa,
uma nova fase começou a ser observada nos últimos anos.
A partir do "boom" da internet no país, por volta de
1996/97, as Sociedades Médicas começaram a entender a
importância da internet para aproximar ciência e população.
É uma nova forma de fazer com que a informação
alcance o público de forma muito ágil.
Porém, o que parece ser uma tarefa simples na realidade não
é. Construir um site de saúde, requer responsabilidade,
atualização e um compromisso muito maior. Esse trabalho
pretende avaliar e mostrar alguns sites de saúde de sucesso;
as principais dificuldades atravessadas com o excesso de informação;
como os profissionais de saúde, jornalistas e a população
estão encarando a questão; e como estar atualizado com
as novas tecnologias disponíveis.
Deus está
nas bancas - uma reflexão sobre a abordagem da religião
na revista Superinteressante
Helvânia Ferreira Aguiar é jornalista, mestre em
Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. Tem experiência profissional
nas áreas de jornalismo diário impresso e eletrônico.
Atua principalmente nos seguintes temas de pesquisa: Ciências
da Religião; Pós-Modernidade; Sociedade do Espetáculo;
relações entre cinema e religião; mídia
e fenômeno religioso.
E-mail para contato: helvania@uol.com.br
Resumo: O presente artigo tem por finalidade propor uma breve
reflexão sobre a cobertura dada pela revista Superinteressante
à temática religiosa, à luz de conceitos como espetáculo
e Pós-Modernidade. A partir dos anos 90, a revista ampliou, de
maneira notória e significativa, o espaço e a freqüência
dos temas religiosos em suas páginas. Partindo dessa constatação,
procuramos responder duas questões básicas: A abordagem
da religião por Superinteressante tende ao espetáculo?
A revista, em seus textos, reflete a religiosidade típica da
condição pós-moderna? Nossa pesquisa na área
aponta para uma cobertura jornalística da temática religiosa
que oscilaria entre a tentativa de aprofundamento e a espetacularização/superficialidade
da informação, o que refletiria a inquietude espiritual
e o tipo de religiosidade que permeia a sociedade pós-moderna,
com forte inclinação para a elaboração de
referenciais de crença bastante particulares e individuais e
laços institucionais enfraquecidos.
Divulgação
Científica e Lei de Biossegurança: as células-tronco
José Aparecido de Oliveira é jornalista e teólogo,
Mestrando em Comunicação Social na Universidade Metodista
de São Paulo.
E-mail: aparece@gmail.com.br
Resumo: O presente artigo faz parte de uma pesquisa explicativa,
com metodologia comparativa entre textos da mídia massiva, na
perspectiva da Análise de Discurso da linha francesa, que visa
analisar os discursos especializados (científico, religioso,
jurídico, jornalístico, político) presentes em
artigos na mídia sobre a cobertura da Lei de Biossegurança,
especificamente os artigos que tratam sobre as pesquisas com células-tronco.
Inicialmente, serão analisados dois artigos opinativos, a partir
dos quais pretende-se verificar o modus operandi da linguagem nestes
discursos, sobretudo os aspectos ideológicos e as escolhas lexicais
na formulação discursiva. Este estudo se ocupará
também em avaliar, ainda que sucintamente, a natureza e as especificidades
dos diferentes gêneros discursivos envolvidos na questão,
uma vez reconhecido o caráter interdisciplinar das teorias pós-estruturalistas
da linguagem, bem como o caráter interdisciplinar do embate que
envolveu diferentes atores e grupos da sociedade. Os dados constam de
artigos opinativos publicados no jornal Folha de S. Paulo, no primeiro
semestre de 2005, principalmente os de autoria do jurista Ives Gandra
da Silva Martins, juntamente com a bióloga molecular Lílian
Piñero Eça, publicado em 08/06/05; e do então ministro
da saúde, o médico psiquiatra Humberto Costa, publicado
em 27/06/05.
A importância
da assessoria de imprensa como agente difusora da proteção
ao conhecimento em ICTs brasileiros
Juliano Nery de Carvalho é graduando do curso de Comunicação
Social da Universidade de Juiz de Fora/MG
Contato: julianonery@yahoo.com.br
Resumo: O artigo trata do poder de abrangência que uma assessoria
de imprensa pode fornecer aos Institutos de Ciência e de Tecnologia
(ICTs) na consolidação do tema proteção
ao conhecimento. O objetivo é demonstrar os mecanismos que uma
assessoria pode utilizar para tornar mais palatável e mais difundido
temas de relevância no desenvolvimento da inteligência nacional.
Dentro desta linha, serão abordados alguns conceitos referentes
ao trabalho de comunicação em assessorias, assim como
uma contextualização quanto à temática da
proteção ao conhecimento e da propriedade intelectual.
A situação do Brasil com relação a abordagem
da temática 'ciência e tecnologia' também será
colocada em relevo para a constituição do corpus do estudo.
Oxigênio
- uma experiência de divulgação científica
para jovens
Patricia Fernanda Magalhães é jornalista, formada
no Centro Universitário de Araraquara-Uniara. E-mail:
pati_jornalismo@yahoo.com.br
Samira Manfrinato é jornalista, formada no Centro Universitário
de Araraquara-Uniara. E-mail: saminato@gmail.com
Resumo: A ciência e a tecnologia têm grande importância
no desenvolvimento da sociedade, porque influenciam diretamente a vida
das pessoas, seja na descoberta de um novo componente para os processadores
ou na busca pela cura de uma doença, e compreender as descobertas
científicas e as novas tecnologias não se limita a estar
apenas bem informado. O seu conhecimento é uma forma de compreender
o mundo e ajudar a resolver as questões socioeconômicas
e políticas do País.
O impacto da produção científica e tecnológica
sobre o ambiente e o bem-estar da sociedade, em geral, necessita de
maior contribuição com relação à
divulgação. Um dos grandes responsáveis por essa
contribuição é o jornalismo científico.
Pouco difundido nos veículos de comunicação, ele
tem papel relevante na sociedade, pois tem a função de
comunicar, pela mediação crítica de discursos,
os processos e os resultados da ciência e da tecnologia visando
à democratização desse conhecimento e também
à formação, de tal forma que permita às
pessoas tomarem melhores decisões no seu dia-a-dia.
As universidades são as principais geradoras de conhecimento
nas diferentes áreas da ciência e da tecnologia, mas o
seu compromisso é com o ensino, a pesquisa e a extensão
de serviços. Tradicionalmente, são poucos e insuficientes
seus canais de divulgação.
Por isso, é imprescindível que os meios de comunicação
divulguem os métodos e os resultados da ciência, de forma
a torná-los compreensíveis para a maior parte da população,
entre eles, os jovens. E foi com o objetivo de divulgar ciência
e tecnologia para o público jovem que duas alunas de graduação
desenvolveram o site "Oxigênio". O trabalho recebeu
a primeira colocação na categoria Revista Digital, na
13ª Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação,
do XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação,
realizado em 2006, na Universidade de Brasília (UnB).
Discurso
científico e telenovela: uma análise de O Clone
Robson Souza dos Santos é jornalista, mestre em Literatura.
professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e do Senai/Tijucas,
Santa Catarina.
Contato: souza@univali.br
Resumo: Entre 2001 e 2002, com a telenovela O Clone, transmitida
pela Rede Globo de Televisão, o debate sobre clonagem ganhou
espaços públicos, invadiu a vida dos cidadãos.
Esta inserção, motivando discussões e posições
frente à clonagem, demonstra que embora a telenovela seja um
produto da cultura de massa, pode desencadear o debate público
de temas importantes para o desenvolvimento social. A problemática
deste estudo concentrou-se na análise de como a temática
da clonagem foi trabalhada no enredo da telenovela escrita por Glória
Perez. Foram verificados o encadeamento das partes constitutivas do
enredo de O Clone (apresentação, desenvolvimento, clímax
e desfecho); a caracterização dos personagens principais
da trama envolvendo a temática da clonagem (Albieri, Diogo, Lucas,
Léo); distinguidas as falas reais das falas fictícias
frente ao tema da clonagem. A partir da caracterização
desses personagens, suas falas e atuação, fez-se então
a reflexão sobre as soluções narrativas adotadas
por Glória Perez, verificando de que modo o discurso científico
entrou na novela, onde ocorreu a junção entre a ficção
científica e a divulgação da ciência.
A produção
científica da Unesp de Botucatu e a mídia impressa local:
um estudo de caso
Sérgio Henrique Santa Rosa é jornalista formado
pela Unesp de Bauru e mestre em Comunicação Midiática
pela Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da
Unesp - Bauru/SP.
Resumo: O presente trabalho pretende analisar a presença
da produção científica das unidades da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) na imprensa da cidade de Botucatu. Para tanto,
foi realizada uma análise do espaço conferido a essa produção
nas páginas do jornal "Diário da Serra", o único
veículo impresso de circulação diária produzido
no município citado e, no atual momento, a principal referência
jornalística da cidade. Presente em 23 municípios paulistas,
a Unesp tem um peso social e econômico muito intenso em Botucatu.
A partir da coleta de dados sobre a presença de matérias
abordando as atividades pesquisa científica realizadas nas unidades
da Unesp, em Botucatu, analisaremos aspectos da relação
entre a mídia local e a instituição, que influem
na prática do jornalismo científico, bem como o compromisso
social da Universidade com relação à divulgação
do conhecimento que produz.
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