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| Volume 2, Número 2, Julho de 2005 | |
| Notícias | |
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Investir em inovações? Por aqui, não |
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As empresas sediadas no Brasil (brasileiras ou não) , em sua esmagadora maioria, não investem em pesquisa e desenvolvimento. Esse é o principal resultado de pesquisa realizada pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que concluiu que apenas 1,7% das empresas promovem inovações e diferenciam seus produtos (1.199 empresas entre 72 mil pesquisadas).. Um dado importante é que os investimentos das empresas brasileiras são maiores do que os das empresas multinacionais (R$2 bilhões contra R$1,7 bilhões), o que significa que as empresas estrangeiras optam, como sempre se soube, em investir em suas sedes. A pesquisa revelou que as empresas que investem em pesquisas, embora sejam apenas 1,7% do total, respondem por 25,9% do faturamento do setor, empregam 13,2% da mão-de-obra e pagam salários 23% maiores, o que pode evidenciar uma relação positiva entre a disposição para inovar e crescimento industrial e retorno social. A média de escolaridade dos funcionários das empresas inovadoras é maior do que as que não investem em pesquisa (9,1 anos contra 6,8 anos), o que explica, certamente, também a diferença existente na remuneração salarial entre eles. O Ipea comprovou também que existem 15 aglomerações industriais em nosso País e que nenhuma delas localiza-se no Norte ou Centro-Oeste. Logo, explica seu diretor, João Alberto de Negri, fica claro que o "desenvolvimento do agronegócio no Centro-Oeste não resultou em outros negócios entre os municípios". De Negri conclui, derivado desta postura não favorável à inovação: "o Brasil está atrás em termos de exportação de tecnologia". Ele lembra que , em média, 60% das exportações mundiais são de produtos de alta e média tecnologia. As vendas brasileiras para o exterior são compostas por 19% de produtos de média tecnologia e apenas 12% dos de alta, o que revela a nosa desvantagem. Na USP, a primeira defesa de dissertação via satélite O dia 23 de maio já faz parte da história acadêmica da USP e também da nossa tecnologia. Foi nessa data, pela primeira vez, que uma dissertação de mestrado foi defendida via satélite. Apresentada por Ticiane Cestari Fagundes, da Faculdade de Odontologia de Bauru, ela foi retransmitida para 208 telesalas distribuídas em 24 Estados, reunindo cerca de 600 pessoas, em sua maioria cirurgiões-dentistas. O evento também ficou disponível on line na Web, de tal modo que profissionais e pesquisadores devidamente conectados, como os da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro puderam acompanhar a defesa. A apresentação foi possível em virtude de tecnologia desenvolvida pela Unopar - Universidade Norte do Paraná, de Londrina, em parceria com a Microsoft. A dissertação de Ticiane Cestari, intitulada "Influência do ultra-som na resistência adesiva a dentina de cimentos de ionômero de vidro" foi aprovada. O trabalho mostrou que o ionômero de vidro (um material largamento utilizado na adequação do meio bucal, antes de um paciente receber a restauração definitiva) é melhor que a resina, embora apresente desvantagem no que diz respeito à resistência e à adesão ao dente. Segundo Ticiane Cestari, "ao aplicar o ultra-som, o ionômero mostra melhor aderência e têm aumentadas as propriedades mecânicas de resistência a compressão e microdureza." |
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